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Lençóis Esquecidos no Rio Vermelho Instalação Fotográfica
Tempo, Paisagem, Memória, Patrimônio Imaterial e Arte, são conceitos que se cruzam e dialogam na proposta Lençóis esquecidos no Rio Vermelho. A exposição-instalação é composta por imagens do início a meados do século XX e de imagens feitas em 2009 na Cidade de Goiás – GO. O conjunto de imagens em preto e branco, reproduções de fotografias antigas, registra cenas de mulheres lavando roupas no Rio Vermelho e compõe uma série fundamental para o trabalho de Selma Parreira. São, na maioria, registros do fotógrafo pioneiro Alois Feichtenberger, que documentou a cidade vilaboense entre 1930 a 1950 (coleção do Acervo do Museu da Imagem e do Som de Goiás) e de Dom Candido Penso, bispo italiano e fotógrafo que viveu em Goiás (coleção do Museu de Arte Sacra da Boa Morte – Goiás). As imagens em cores, feitas em setembro de 2009, de autoria dos fotógrafos Paulo Rezende e Vicente Sampaio, registram as alterações na paisagem do rio e da cidade provocadas pela intervenção urbana. Uma proposta de vídeoarte também integra o projeto e tem a colaboração do cineasta Pedro Diniz. A instalação-exposição explora e adensa perspectivas sobre o tempo passado do Rio Vermelho, constituindo uma ação artística que reativa as lembranças coletivas. A instalação promove um encontro do tempo passado do rio e da atualidade. A obra é um espaço de utopias, onde passado e presente do Rio Vermelho se cruzam, se encontram e se misturam. Lençóis esquecidos no Rio Vermelho não tem uma forma definitiva e única; é uma obra que comporta "mestiçagens", como se incorporando outras obras. A artista visu
al Selma Parreira considera essa forma plural como "instalação fotográfica, mas também costuma designá-la estivesse como "instalação videofotográfica". O escritor português José Saramago escreveu: "fisicamente, habitamos um espaço; sentimentalmente, somos habitados por nossas memórias". A apresentação desse trabalho realizado entre 2009 e 2010 evidencia a importância da memória na construção do que nos constitui. A frase do autor deflagra diversas possibilidades para o trabalho poético em torno dos sentidos e significados da memória, reativando formas como habitamos lugares diferenciados, revisitando situações e circunstâncias de convivência, trabalho e memória do corpo, de transformações de hábitos e práticas através de fazeres culturais e sociais que definem e delimitam nossas histórias. O trabalho foi apresentado pela primeira vez na Cidade de Goiás, especialmente para homenagear todas as lavadeiras de roupas de rio da cidade. A segunda foi realizada em Fortaleza (CE) no Centro Cultural Dragão do Mar, numa mostra coletiva em 2010. No mesmo ano a montada numa mostra relâmpago, apenas para defesa da dissertação de mestrado, no programa de pós-graduação em Cultura Visual da Fav/ Ufg. O Projeto foi Selecionado pelo Edital Arte e Patrimônio 2009, uma iniciativa do IPHAN / Ministério da Cultura, com o patrocínio da Petrobras, apoio da Faculdade de Artes Visuais / UFG e PROEC. Exposição-instalação Lençóis Esquecidos no Rio Vermelho Artista: Selma Parreira Abertura: 30 de junho, 19h Visitação: 01 de julho a 30 de setembro Local: Museu da Imagem e do Som de Goiás Endereço: Praça Cívica, n.2, Centro Cultural Marieta Telles Machado, Sala de Eventos. Contatos MIS|GO: Daniel Chistino, Stela Horta e Keith Tito 62 – 3201.4673; 4658; 4645 Selma Parreira 62 – 3215 61 32 62 – 99 56 9100 Mais informações e textos sobre a obra: www.lencoisesquecidosnoriovermelho.blogspot.com |